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05/09/2014

The one

Aiming higher isn't always easy. You have to put a stop sign in your mind and remember that some things take time. I learned that today. Well, not only today, but I've been learning that since I moved to London. I want to achieve so many things, I want to see so much, I want to become a lot more than I am and most of all, I don't wanna fail. I don't wanna end up as a business woman/wife/mom who had the dream of seeing the world and didn't make it. I don't want to end up like those bitter old women that shout at children to get off their lawn. I want to be the cool auntie, the amazing daughter, the adventurous friend, the romantic and sensual partner. I want to be the one for someone. I'm not saying I want to be the President of the United States or something, I'm just saying that I wanna matter. To someone, anyone, it doesn't matter. I just wanna achieve something important, I want to achieve my dreams, I want to be the best "me" that I can. How am I going to do it? I thought I'd be happy to move to London and don't get me wrong, I am. But it's not enough. I want more, I always want more. Is it good? Bad? I don't know, but I'll always aim for more. Whatever that means.

20/08/2014

Brave


I feel like I need to say something, like I have something to say. But now I sit here and stare at the computer screen realizing that this feeling of emptiness, of sadness and irritation will not go away with a little writing session. I need to scream at someone, I need to break something. I'm pissed at everybody, I'm mad with the world...

You know when you meet someone and you are instantly amazed, thinking they're going to do amazing things and you're gonna like them and be friends with them...but then you realize you're wrong? You actually start hanging out with them and that feeling fades away because you start seeing them for who they are. They judge anything and everything, they mock and joke around with things you like and it stops being just a joke to be offensive...And the person you, at first, thought was amazing is now a little bastard you hate more every second.

And now here I am, with that asshole across the room, trying to send him away with my indirects that no one seems to understand, listening to "Brave" by Sara Bareilles whishing I was brave enough to say to his face that he needs to stop showing up at my house and always be here with my friend because I don't like him and he makes me mad. Fuck.

18/08/2014

Hopeless romantic


I want hopelessly romantic love. I want someone to think I'm perfect. I want to be someone's everything and anything. I want to wake up in the morning and smell an amazing breakfast being cooked just for me. I want to be told stupid jokes to make me smile. I want someone to love me like Noah loved Allie, eternally, until the end. I want to be stared at because they think I'm beautiful. I want someone to love my flaws above everything else. I want to be held in someone's arms with so much strength it'll be hard for me to move. I want someone to hold me when I have nightmares. I want someone to laugh when I get a cappuccino mustache. I want to have long walks on the beach, even if its cold. I want to be surprised with flowers on a bad day. I want someone to cheer me up with stupid faces. I want a best friend, above all things. I want to cook dinner for them after a long day. I want to wear their hoodies and sweaters. I want to share the good and the bad moments. I want someone who I can laugh and be weird with. I want love. But not this modern type of love... I want to be picked up for a first date, I want him to walk me home and kiss me in front of the house. I want him to apologize with flowers when we argue. I want to cook him breakfast. I want to be hugged from behind. I want to make love, not sex. I want romance, goofiness and most of all...I want love. But the true kind, the ones people write stories about. The kind of love everyone wants, but not everyone gets.

15/08/2014

London - week 1

Isto foi na viagem de finalistas em Abril, mas you get the point!

Não sei se ainda há alguém a ler o meu blog. Pelo menos como havia antes... Agora raramente cá venho e quando o faço é para desabafar, o que é o que vim fazer agora. Quando sinto falta de alguém com quem falar, recorro a ti meu querido blog...and thank you for that!

Há exatamente uma semana mudei-me para Londres. Após meses de antecipação, aconteceu mesmo. Se me seguem há muito tempo já sabem que um dos meus maiores sonhos era estudar em Londres e agora...estou a vivê-lo. Vim para estudar International Tourism Management na Middlesex University e as aulas começam daqui a cerca de um mês. Em três dias arranjei casa e agora procuro emprego para ajudar com as contas e as minhas coisinhas. Durante os meses todos em que me candidatei, fiz o exame de inglês e recebi as cartas de aceitação, nunca tive bem noção do quão real isto podia ser... mas agora que estou aqui... uau.
Sair de casa dos pais aos 17 anos não é nada fácil. Estar habituada a ter a minha mãe sempre por perto e a ajuda do meu pai quando preciso...até a chata da minha irmã! Mas agora, estou sozinha numa cidade enorme, sinto-me pequena e insignificante... Sabem aquele sentimento de não saber o propósito da nossa vida? Parece que aqui, por ser um sítio maior...esse sentimento cresce. Não sei, se calhar é de mim.

E muitas vezes, mesmo num sítio cheio de gente, sinto-me sozinha...ás vezes parece que volto ao passado, you know? Não tenho ninguém a quem pedir um abraço quando me sinto triste, não tenho um ombro para chorar...Sinto-me maioritariamente triste mas sometimes...just sometimes, sinto-me menos triste. Não feliz, mas menos triste.

Dizem que é dos primeiros dias e depois melhora, pois eu espero que sim, because it's hard being an adult at 17.

28/10/2013

I don't want to relapse

Há dias melhores e dias piores. Hoje não é um dia muito bom, não sei porquê.
Por vezes há momentos em que eu penso que vou mesmo voltar ao que era, ao meu terrível hábito. Ainda está tudo dentro de mim, sabem? Na minha cabeça, nada mudou. Sim, sorrio muito mais, choro muito menos, não me sinto tantas vezes tão sozinha. Mas sorrir não significa estar bem, não chorar não significa não sofrer e não me sentir tão sozinha, não quer dizer que não me sinta abandonada e perdida.
Sinceramente, esforcei-me imenso para chegar onde estou e acho que não estou preparada para largar tudo isso por uns momentos de alívio, mas eu preciso tanto desse alívio!
A minha cabeça não pára, há tanta pressão à minha volta e eu sinto-me a rebentar! Tudo bem que a pressão pode nem ser tanto dos outros e ser mais auto-infligida, mas ela existe e eu não sei nem nunca soube lidar com ela.
Não consigo controlar as coisas, não consigo parar os meus pensamentos, anda tudo uma confusão e eu fico completamente perdida no meio de tudo isto. Dà-me ansiedade não saber o que esperar, porque no passado eu sempre soube. Uma tristeza constante. Agora é impossível saber. Num minuto sinto-me razoavelmente bem, no outro estou a querer matar toda a gente ou desabar em lágrimas.
Que raio se passa comigo?!

Feeling: weird
xoxo

15/09/2013

Meu querido blog...

O que disse no último post que fiz há uns tempos é verdade, eu escrevo quando me sinto triste. E é por essa mesma razão, meu querido blog, que aqui estou outra vez.
Durante anos ouviste-me falar sobre estar triste, sozinha, tudo e nada. E eu não te dei o devido valor, mas hoje dou. Juro que dou.
Mesmo sabendo que não me vais responder, aliás, nem tu nem ninguém, eu escrevo para ti. Desabafo contigo. Pior do que falar e ninguém responder, é falar e ninguém ouvir. Por isso é que falo contigo, porque és o único que ainda está disposto a ouvir-me. Parece que não tens grande opção de escolha, não é?
Preciso de dizer algo, tirar este peso enorme dos meus ombros e eliminar o aperto que tenho no peito, mas não sei o que é. Só sei que a cada dia que passa a minha solidão aumenta e a minha mente começa a escorregar de novo e pela primeira vez em muito tempo, eu tenho medo de cair na minha antiga rotina.
Não digo que sinto falta disso e que me fazia bem, eu sei que era exactamente o contrário! Mas, agora, é a única garantia que tenho, é a única coisa que me é familiar o suficiente para voltar para ela.
Estou sozinha e, francamente, assustada. Não sei se queria que o tempo voltasse atrás ou que avançasse já alguns anos. Só sei que se continuar assim, não vou ter forças todos os dias para continuar e eventualmente, vou acabar por cair. Pareço dramática, não é meu querido blog?
Se eu fosse a ti não pensava assim, porque era o que todos pensavam até ser tarde demais.

01/12/2012

 « Lágrimas indomadas e indesejadas acumulavam-se nos meus olhos. Porque chorava eu? Deixei-me cair no chão, zangada comigo própria por aquela reação disparatada. Puxei os joelhos e dobrei-me por cima deles. Queria tornar-me o mais pequena possível. Talvez aquela dor despropositada fosse menor se eu fosse mais pequena também. Pousei a cabeça nos joelhos e deixei as lágrimas correrem sem censura. Chorava pela perda de algo que não chegara a ter. Que ridículo. Chorar por algo que nunca existira -  as minhas esperanças defraudadas, os meus sonhos despedaçados, as minhas expectativas frustradas. »
- As 50 Sombras de Grey , E L James 

sei que devia publicar a história mas não tenho tido muito tempo, desculpem!

30/05/2012

Não dá mais.. ou dá?

Não sei o que fazer. À bocado pensei: "escondo tudo o que sinto quando estou diante dos outros.. para quê mentir?".. sim, isso mesmo. Para quê fingir que não me odeio a mim mesma? Para quê mentir acerca do facto de só querer desaparecer. Para quê fingir que não odeio toda a gente e que não quero que tudo isto acabe depressa? Para quê? Para que é que ainda me dou ao trabalho?! Sinceramente, começo a ficar farta. Sorrio todos os dias, todos os dias finjo estar bem e à noite, no quarto, sem ninguém saber eu vou-me abaixo e choro. Eu faço tudo.. e durante a última semana, tenho feito tudo para não pegar na lâmina.. mas hoje, estou demasiado cansada. Não aguento mais..!?

06/05/2012

Vou estar ausente. Até quando? Depende.

Eu não quero saber o que dizem. Auto-destrutiva, inútil, gorda, nunca boa o suficiente, desperdício de espaço.. não me importa mais. Eu só quero um dia deitar-me e não abrir mais os olhos. Quero deixar de ter vergonha de quem sou, quero deixar de odiar-me, quero deixar de ter nojo do meu corpo. Mas como há muito tempo que tento e há muito tempo que nada acontece. Desisto. Chamem-me o que quiserem, eu estou farta. Provavelmente não vou postar aqui no blog durante algum tempo, mas também ninguém se importa. Já passou a altura em que eu postava qualquer coisa e vinham comentar por quererem alegrar-me ou ajudar-me.. agora é simples curiosidade ou "lá está ela com aquelas merdas".. mas sinceramente, não quero saber. Eu só quero deitar-me e não abrir mais os olhos. E sabem que mais? Talvez amanhã seja o dia. Talvez eu hoje me deite e amanhã não acorde. Talvez. Eu espero que sim

03/05/2012

Aqueles momentos em que...

as pessoas te fazem sentir uma merda ainda maior do que já és e consegues sentir-te mais inútil e desprezada, tudo isto só com palavras. Porém, tens de fingir que não doeu, que não queres mandar todos para o raio que os parta e desaparecer. Ou seja, ouves, calas-te e sorris. Dói.

30/04/2012

"Acidente"

Não sei o que pensar, o que fazer, o que dizer, o que sentir.. só quero adormecer e não acordar mais. Tentam fazer-me rir, mas acabo quase sempre a fingir; tentam fazer-me comer mas continuo enjoada e com nojo de mim mesma depois de comer (quando como); dizem-me que sou bonita mas eu olho-me ao espelho e não vejo a pessoa que os outros descrevem; dizem que estou mais magra, mas a balança diz o oposto; pensam que estou a melhorar, mas a verdade é que a cada dia que passa o sentimento de querer fugir é cada vez maior; e pensam que quando digo que está tudo bem é verdade, mas é a maior mentira que digo. Nunca gostei de preocupar ninguém e agora ainda menos. Não quero que me perguntem "já comeste?" ou "estás bem?" ou "cortaste-te?" nem nada dessas merdas! Quero que me deixem em paz, quero que me deixem magoar-me a mim mesma e quero, por "acidente" acabar com tudo. Lamento, é a verdade.

23/04/2012

Ausente

Tenho andado muito desligada aqui do blog. Não sei bem sobre o que escrever. Sinto-me tão repetitiva. E, as poucas coisas sobre as quais realmente quero escrever, tenho medo que algumas pessoas leiam, que seja mal interpretada, que me precipite ou que faça com que alguém se afaste ou simplesmente deixe de ler. É por isso que faço um texto mentalmente, todos os dias. É por isso que, os textos que passam da minha cabeça para o papel, ficam nas últimas folhas dos meus cadernos. É por isso que ando tão fora daqui. Ando um bocado alheada de tudo. Ando um bocado fora da vida, sabem? Peço desculpa.

12/04/2012

"Oh no, not again"

Foram segundos. Repetidamente, rodados, passados e voltados a viver. Foi um abraço meio desengonçado. Umas palavras de força e coragem meias envergonhadas. Um regresso ao passado muito constante mas esquecido por ambos. Foi estranho, foi emocionante, foi um turbilhão de emoções dentro de mim. O meu coração aos saltos e os meus olhos quase em lágrimas. E quando percebi porque estava assim, ainda mais me apeteceu chorar. Voltar ao passado, vezes e vezes sem conta não dá resultado nenhum sem ser partir o coração em mais pedacinhos. Mas desta vez não. Desta vez eu senti-me reconfortada ao voltar lá. O sorriso preocupado, aquele brilho nos olhos que há muito eu já não via, o abraço estranho que me fez ouvir o coração dele bater.. tudo em segundos. Uma dança antiga que acabou há muito tempo, mas que nunca esqueci os passos. E cada vez que a música toca, ainda danço. Posso fazê-lo sozinha, mas danço.

p.s.: não tenho tido muita paciência, assim que tiver eu respondo aos vossos comentários. love you ♥

26/03/2012

Socorro!

Não aguento mais. Estou farta de.. tudo, sinceramente. Está sempre a doer-me a cabeça, graças aos meus pensamentos que berram dentro da minha cabeça. Dói-me o corpo todo, por nenhuma razão. Dói-me o coração. Dói-me a alma. Dói aquele vazio que ficou depois de perceber que, após tudo o que tenho passado, o verdadeiro eu se perdeu. Algures no meio da confusão perdeu-se e eu agora tenho medo. Sei que o medo não é do escuro, nem da solidão e muito menos do silêncio. O medo é de já não saber de mim, não sei por onde ando, por onde hei-de ir e onde está a porta para a felicidade de que tantos falam. Já custa demasiado ter de sorrir todos os dias, já estou farta de o fazer. Tenho de mudar e sei que isso só vai acontecer quando me voltar a encontrar, mas não o quero fazer. Não quero encontrar o gordo falhanço que sou. Não quero ter de me olhar no espelho, não quero comer, não quero ter de forçar um sorriso, não quero viver. Só quero fechar os olhos e dormir para sempre. Porque quando acordo, é como se fosse tudo ao contrário. Em vez de acordar de um pesadelo, acordo para um pesadelo.

11/03/2012

KONY 2012

Já venho um pouco tarde porque o vídeo já foi colocado no youtube há 6 dias mas só agora consegui vir aqui (com um tempo decente) para vos falar sobre ele. Acho que toda a gente devia ver este vídeo e tentar fazer algo. Quando o vi fiquei espantada com a tamanha crueldade de Joseph Kony e pesquisei sobre isso e, infelizmente, não há o kit em Portugal, acho que teremos de esperar, mas entretanto, vejam o vídeo:

05/03/2012

Estado: ausente.

Os últimos dias têm sido.. inexplicáveis, mas não pelas melhores razões. A minha cabeça enche-se cada vez mais de pensamentos escuros, inseguranças apoderam-se do meu corpo e o meu coração vai sendo partido aos bocadinhos enquanto que, com palavras banais, as lágrimas caem-me dos olhos como há muito não acontecia. Ás vezes pergunto-me se alguém daria pela minha falta se, um dia, sem qualquer aviso, eu partisse. Gostaria de saber se alguém iria chorar pela minha perda e se iria mesmo fazer falta a alguém. Oh, de certo que iria fazer falta.. a todos aqueles que me usam quando precisam de mim. Pronto, estou a ser um pouco injusta. Talvez faria falta a algumas - mas muito poucas - pessoas. Nem tudo na minha vida é tristeza ou falsidade. Tenho momentos em que rio porque me apetece. Aqueles raros momentos em que alguém me faz rir de verdade e não apenas para ser simpática ou para fingir que estou bem. Mas, lá está, são raros esses momentos. Ultimamente tenho andado completamente desligada do mundo. Sinto-me cada vez mais distante da vida que levava há uns anos e a aproximar-me do precipício. Penso se, a dada altura, não terei de saltar. Saltar para um sítio desconhecido onde aí sim consiga começar uma nova vida, um novo eu.. Oh, estou desejosa de lá chegar! Esforcei-me tanto no passado para derrotar todos os meus demónios e quando pensava que tinha acabado, eles regressaram mais fortes do que nunca, prontos para acabar com o dia-a-dia que eu tinha recriado. Tinha começado de novo a viver e a sorrir porque me apetecia e no momento em que voltaram, com eles vieram de novo os medos, as inseguranças que levaram a discussões, lágrimas, levaram-me a fazê-lo outra vez e cada vez mais.. nunca hei-de conseguir explicar os meus motivos. Mas, antes eu chegava a casa e ficava lavada em lágrimas mal tinha a certeza de que ninguém me podia ver nem ouvir. E agora isso não resulta. Agora tenho outro método que eu e só as outras pessoas que o fazem compreendem. Por isso mesmo mais lágrimas escorrem no meu rosto. Lágrimas de incompreensão, tristeza, raiva de desilusão comigo mesma. Mas, que posso fazer? Não posso obrigar ninguém a entender-me nem a apoiar-me! Por isso, limitei-me a voltar á minha rotina de antes, mas desta vez, caí mais fundo, desta vez eu levanto-me todos os dias e espero que o dia acabe, para voltar a dormir. Ás vezes, na minha ausência da vida real penso: quem me dera poder fechar os olhos e dormir para sempre.

p.s.: engole as lágrimas Cristiana! Limpa os olhos, respira fundo e sorri. Nada de choros.

23/02/2012

Desabafo (2)

Há dias em que nos levantamos, sobrevivemos e vamos dormir de novo. Depois, há também aqueles dias em que no preciso momento em que abrimos os olhos nos sentimos a morrer mais um pouco e esse sentimento continua até adormecer, sempre escondido por um sorriso e um "está tudo bem". Sabem que mais? Custa ter de passar por esses dias.

22/02/2012

Mar de inseguranças

Pensei muito e durante muito tempo antes de escrever este texto. Mas, se não posso dizer o que realmente sinto aqui no blog, onde o posso fazer? Continuar a esconder tudo isto? Não, não dá mais.
Eu tentei afastar estes pensamentos de mim, eu tentei. Por todas as pessoas que se preocuparam (sendo a fingir ou não), eu tentei, juro que tentei. Mas não é fácil e eu não sou assim tão forte. Com isto vêm as dúvidas. Será que faço bem em arrastá-lo para o meio disto? Não será melhor primeiro estar bem comigo mesma? Não era suposto amar-me antes de amar outra pessoa? Porque é que nunca sou boa o suficiente? Era suposto ter uma resposta para estas perguntas e para todas as outras que passam pela minha cabeça todos os dias. Mas não tenho. Ando aqui, como um barco a balançar na maré, à espera de uma resposta. Porque um dia eu fui estúpida o suficiente para mergulhar e procurar essas respostas e nesse dia, fui atacada por um tubarão. Por isso prefiro ficar no meu barquinho, à espera que as respostas acabem por chegar. Com o tempo, com a chuva.. não sei. Simplesmente sento-me e espero que cheguem.

p.s.: vejam a minha nova página, "Love is louder than the pressure to be perfect" , e digam o que acham :)

05/02/2012

Boa sorte, onde andas tu?

Há tanta a coisa a acontecer que nem sei por onde começar. Queria fazer uma coisa simples e concisa. Mas, com o estado da minha vida neste momento, parece que isso não é possível. Tenho tanto para desabafar que me sinto sufocada, apetece-me deitar na cama e chorar. Não por uma razão concreta, mas por toda a vida que estou a ser obrigada a ter agora. Contam-se pelos dedos de uma mão, as coisas que batem certo na minha vida. O resto, é um dominó. Uma peça cai e deita outra ao chão, por sua vez essa atira outra para o chão e sempre assim, até eu já não ter nenhuma das peças de pé. Cá em casa é sempre o mesmo. Fala-se, ouve-se, conta-se e conversa-se do mesmo. Suíça, quimioterapia, trabalho, escola, dinheiro, avó, estabilidade.. e agora, provavelmente vai-se falar destes 'misteriosos' cortes que apareceram no meu braço. Julgo que muita gente que passa por mim todos os dias nem sonha. Mas talvez este pensamento não seja só meu. Muitas das pessoas por que passo na escola todos os dias, até podem ter problemas também (não digo que não os tenham), mas isto dói e custa-me a mim, não aos outros. E é por os outros também terem problemas que eu prefiro esperar por chegar a casa e descarregar tudo. Só que depois há dias como o de hoje em que tudo acontece e eu nem sei em que peça pego primeiro. Tento reagir com optimismo a tudo isto mas é um bocado impossível. A minha avó começa a fazer quimioterapia amanhã, a minha mãe provavelmente vai para a Suíça, tudo isto começa a afectar-me na escola porque fico cansada ou sem paciência e eu há muito que já não me sinto com os 15 anos que tenho. Não sou injusta nem ingrata, tento apenas escrever aquilo que quero dizer há muito. Eu vou continuar, aconteça o que acontecer, eu vou continuar a fazer o possível e o impossível para ajudar a minha família, mas eu também tenho o direito de quebrar, ou não? Em 15 anos de vida só vi a minha mãe fazê-lo duas vezes, por isso devia aguentar mais mas não consigo. A imagem de uma das pessoas que mais amo no mundo sem cabelo e a sofrer, pensar em a minha mãe poder ir para longe e ver a minha família aos poucos a desmoronar.. não dá, não consigo ser forte. Mas, vou tentar. Por vocês as duas. Porque é a vocês que devo tudo, mãe e avó. 

P.S.: muita força amanhã avó, fiques como ficares, serás sempre um orgulho para mim. Amo-te!