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10/07/2012

Escrevo-te.. de novo :)

Andava a vaguear pelo blog e cliquei na etiqueta "ele" por mero acaso. Tentei sair da página mas.. aquelas palavras, os sentimentos, as memórias.. tudo chamava por mim, por isso comecei a fazer scroll, a ler os textos que escrevi ao longo dos meses. Depressa percebi o quanto sinto falta de escrever, mas mais importante.. acho que sinto a falta de escrever.. para ti. Deste-me um porto de abrigo durante muito tempo e mesmo depois de me deixares de maneira tão bruta, de seres infantil, tratares-me como se fosse um zé-ninguém, depois de tudo isso.. eu amava-te, de verdade! Nos momentos em que estava no fundo, em que chorava compulsivamente por querer-te de volta, eu pensava "ele um dia vai querer-me mas eu já vou estar bem nessa altura" mas na verdade, eu não acreditava muito nisso, sabes? Sempre foste imprevisível, sempre me surpreendeste, por isso era difícil de imaginar que isto poderia acontecer. Irónico é que aconteceu. Mais de um ano depois de tudo começar, vieste-me com uma conversa engraçada de que tinhas saudades. Como se tu sequer soubesses o que isso é! Disseste que magoava-te ver-me com outro, que sempre quiseste contar-me mas que eu parecia feliz e não querias estragar isso.. mal tu sabias que nessa altura em que parecia muito feliz, eu não o estava. Estava, sim, a tentar ultrapassar o sentimento enorme com o qual me abandonaste. Nessa altura, não disseste nada, rigorosamente nada! Deixaste passar, pensando que era o melhor para mim. Ficaste triste, eu continuei a fingir que estava bem.. e foi assim, até eu realmente começar a ficar contente. Aí, pensaste que já tinhas o direito de estragar tudo porque viste um amigo teu a fazer-me sorrir. Viste que, afinal de contas, não eras só tu. Porque, mesmo com o coração nas mãos, mesmo com o peito apertado ao ver-te sorrir ou as palavras embrulhadas nas cordas vocais, eu fui sempre tua amiga. Nunca te deixei, quando tu quiseste ir embora, eu corri atrás de ti, atrás da amizade que já tínhamos tido. Achaste os meus textos injustos, criticaste-me, quiseste deixar de me falar, consideraste até afastar-te por completo.. e eu não deixei! Permaneci por perto, a conservar a amizade que até hoje se mantém. Eu podia dizer que nunca quis deixar de te falar, que nunca te quis atirar com uma pedra à cabeça, passar-te com um carro por cima ou pôr uma bomba à porta de tua casa, mas se o fizesse.. estaria a mentir! Apesar disso, eu gosto imenso de ti. És engraçado, fazes-me rir imenso, conseguimos ter as conversas mais estúpidas de sempre e também falar muito a sério. Temos uma amizade com dois lados.. o que mostramos a toda a gente, os risos, as chapadas, insultos e coisas estúpidas; e temos a amizade que escondemos de tudo e todos, incluindo nós próprios. Fico contente, até. Esta segunda amizade teve um tempo, um lugar, teve um momento e um grande sentimento. Mas acabou no dia em que finalmente disseste a verdade. Sofri, durante muito tempo, sofri, mas acabei por superar isso. Não sei onde queria ir com este texto. A lado nenhum, acho. Queria apenas sentir outra vez o nosso "quente no coração" ao escrever para ti. Porque, sabes? É sempre aí que procuro conforto quando mais preciso. Foste, és e serás sempre um porto de abrigo. As nossas memórias vão sempre fazer-me sorrir, porque acima de tudo foste e és um grande amigo, com todos os teus e os meus defeitos, com todo o nosso passado e com todo o amor que tivemos.

23/04/2012

Ausente

Tenho andado muito desligada aqui do blog. Não sei bem sobre o que escrever. Sinto-me tão repetitiva. E, as poucas coisas sobre as quais realmente quero escrever, tenho medo que algumas pessoas leiam, que seja mal interpretada, que me precipite ou que faça com que alguém se afaste ou simplesmente deixe de ler. É por isso que faço um texto mentalmente, todos os dias. É por isso que, os textos que passam da minha cabeça para o papel, ficam nas últimas folhas dos meus cadernos. É por isso que ando tão fora daqui. Ando um bocado alheada de tudo. Ando um bocado fora da vida, sabem? Peço desculpa.

12/04/2012

"Oh no, not again"

Foram segundos. Repetidamente, rodados, passados e voltados a viver. Foi um abraço meio desengonçado. Umas palavras de força e coragem meias envergonhadas. Um regresso ao passado muito constante mas esquecido por ambos. Foi estranho, foi emocionante, foi um turbilhão de emoções dentro de mim. O meu coração aos saltos e os meus olhos quase em lágrimas. E quando percebi porque estava assim, ainda mais me apeteceu chorar. Voltar ao passado, vezes e vezes sem conta não dá resultado nenhum sem ser partir o coração em mais pedacinhos. Mas desta vez não. Desta vez eu senti-me reconfortada ao voltar lá. O sorriso preocupado, aquele brilho nos olhos que há muito eu já não via, o abraço estranho que me fez ouvir o coração dele bater.. tudo em segundos. Uma dança antiga que acabou há muito tempo, mas que nunca esqueci os passos. E cada vez que a música toca, ainda danço. Posso fazê-lo sozinha, mas danço.

p.s.: não tenho tido muita paciência, assim que tiver eu respondo aos vossos comentários. love you ♥

13/01/2012

Não te amo, mas nunca me irei esquecer de ti

Há muito que não te escrevo.  Não que tenha sentido necessidade mas já estava habituada a fazê-lo regularmente.
Há uns dias fui confrontada com a verdade: tu foste o tal e, eu não te esqueci. Não te amo, nada disso. Mas tu entraste na minha vida quase tão rapidamente como desapareceste e marcaste-me pelo caminho. Marcaste-me de maneira tão profunda que deixaste cicatrizes no meu coração. Tenho ainda marcas do nosso passado. De quando eu era tua e tu eras meu, mas não sinto falta disso. Hoje sou feliz e sei que se se não tivesse sido a mágoa que deixaste dentro de mim, eu não seria tão forte nem tão feliz como hoje sou. Durante quase um ano eu girei á tua volta, como a Terra á volta do Sol, e tu não quiseste saber. Porém, a tua frieza, insensibilidade e indiferença fizeram do meu sorriso um ponto mais forte e verdadeiro.
Tudo isto foi para te agradecer. Posso parecer idiota depois de tudo o que me fizeste passar mas obrigada. Contigo cresci e aprendi muito. Em momentos de nostalgia é das coisas boas que me lembro. Os sorrisos, a teu tom de voz envergonhado e o teu abraço seguro. É dos bons momentos que eu me vou lembrar, é deles que a minha mente está cheia. Mas o meu coração irá sempre lembrar-se de todas as lágrimas que por ti derramei, de todos os cortes profundos e principalmente do repentino e frio adeus.
Entraste na minha vida, marcaste o meu coração e foste embora. Tive de aprender a viver com a tua ausência e hoje vivo bem sem ti. Tu foste o meu mundo mas isso acabou, o bom de tudo foi que agora sei distinguir o verdadeiro amor do amor traiçoeiro. Obrigada por tudo, a sério. Eu não te amo, mas nunca me irei esquecer de ti.

02/12/2011

Tenho estado ausente mas vim agora para vos explicar o que se tem passado. Já tinha tentado escrever este texto mas com tanto para dizer, acaba por se tornar confuso! Não sei bem como dizer aquilo que quero dizer..
As coisas melhoraram nos últimos dias, sem dúvida! Mas com novas decisões vêm novas responsabilidades, novas preocupações.. e é complicado para mim gerir tudo isto com um sentimento não tão grande como devia ser. Sempre me disseram que "quem não ama o suficiente, não ama de verdade" e talvez seja este o meu caso. Há um passado que marcou o meu coração de uma maneira profunda e completamente ridícula. Por esta altura eu já devia ter esquecido totalmente, mas não. Há palavras, músicas, imagens, situações que me lembram de pormenores deste amor. Mas há um sítio, um único sítio, onde tudo isto desaparece por completo. Há um abraço que me faz sentir segura, um beijo que me descontrola, uns olhos que me fazem perder por aí. Há um amor, um novo amor, que talvez ainda não seja assim tão grande, mas que me faz esquecer tuo. Que me faz, pouco a pouco, perceber que tudo vai melhorar e que, apesar de isto ainda não ser um grande amor, é algo. E esse algo, apesar de me trazer dúvidas, acima de tudo faz-me feliz.

22/11/2011

Pronomes Possessivos*


Cheguei a um impasse. Cheguei àquele momento em que sou puxada em tantas direcções diferentes, que nem sei bem para que lado me hei-de virar. É difícil ver o que é certo e eu não sei bem o que fazer. A minha felicidade voltou e de repente, já nada está tão claro. Estou a ser atraída para três caminhos diferentes, sem saber qual escolher e isso está a partir o meu coração, está a fazer-me quebrar. É impossível escolher, quando não se tem certezas. E se eu não tentar? E se eu tentar? Tudo o que eu durante meses quis alcançar, está na minha frente mas eu tenho medo de tentar. Tenho medo de perder (ainda mais), outra vez. Se eu ganhasse o que é que eu perdia? Se eu fracassasse o que é que ia ganhar? Não queria olhar mais para trás, mas o Passado grita o meu nome com cada olhar, atrai-me com cada sorriso, faz-me querer voltar com palavras em tom de brincadeira. Também temos o Presente: o solitário mas feliz (á minha maneira). Gosto de estar "sozinha", sinto-me livre, posso dizer e fazer o que quero sem ter de dizer nada a ninguém. Gosto principalmente de ter o meu espacinho. Sempre me considerei fechada dentro de uma caixa, e não gosto mesmo nada que tentem entrar lá dentro. Mas, depois, há também o Futuro. Incerto, indeterminado, possivelmente feliz.. mas que me deixa dúvidas. Muitas dúvidas. Ele sorri para mim, ele faz-me sorrir, mas depois quando paro para pensar, só chego a um momento em que fico tipo "ups!". Não sei se consigo nunca mais voltar atrás. Não sei se vou ser capaz de dizer adeus ao Passado e simplesmente seguir em frente. Não sei se consigo dar o próximo passo e abrir esta porta que se colocou no meu coração. Neste momento não sei de nada, mas sempre me disseram que, quando temos dúvidas sobre que caminho tomar, mais vale ficar no que estamos agora, é mais seguro. E agora, é disso que preciso, segurança. A minha segurança. Porque eu gosto de me sentir só minha, gosto de não me partilhar. Gosto de dizer meu e minha. A minha segurança. O meu tempo. A minha liberdade. A minha vida. O meu coração. A minha decisão. É meu e não sei se agora quero partilhar, ou quero?

13/11/2011

This is it


Já tive em consideração, várias vezes, a hipótese de voltar atrás com a minha decisão. Mas não. Não o vou fazer, não desta vez. Prometi a mim mesma que era para valer, não posso desistir já?! Agora vai ser diferente. Vou ver o lado bom em vez de o lado mau, vou sorrir quando me apetecer chorar, vou olhar para a frente quando me apetecer voltar atrás.. Finalmente consegui ter a força e a coragem que precisava para dar o primeiro passo, não posso desistir tão facilmente! Estou a esforçar-me, juro que estou. Mais do que alguma vez me esforcei. Tento não me importar, não olhar, não ler, não falar.. e consigo. Pela primeira vez passam-se coisas diante dos meus olhos e eu vejo tudo aquilo com uma indiferença enorme, apesar de cá dentro ainda sentir alguma raiva e algum ciúme. Mas sei que isso nunca vai mudar. Vai haver sempre aquela réstia de ciúme, de saudade, de carinho e principalmente de amor no meu coração, em relação a ti. Porque isto não foi uma coisa passageira, não foi uma paixoneta. Era amor, sempre foi, e vai continuar a ser! Mas eu vou aprender a tratar esse amor com o desprezo que merece, eu vou ser feliz. Marcaste-me de uma maneira especial e sei que essas marcas vão ficar gravadas no meu coração. Mas eu tenho de deixar que o meu espírito seja livre, mudar a minha mente, abrir o meu coração.. e tenho que seguir em frente e deixar-te para trás. This is it.

p.s.: talvez me esteja a tornar repetitiva.. acho que estou a tentar convencer-me a mim mesma :s

11/11/2011

Eu acredito.

Feliz? Não, nada disso. Não estou feliz. Mas, tenho uma sensação boa.. como se chama? Aquilo que sentimos quando parece que algo vai correr bem.. espectativas?.. esperanças? O caminho que tomei foi o melhor, faz-me sorrir e sentir bem. Não posso dizer que não tenho medo, porque tenho.. imenso! Estou assustadíssima com o facto de não conseguir saber como me vai correr esta nova viagem. Se vou chegar onde quero, ou se vai simplesmente ser mais uma caminhada em vão. Não quero voltar a cair, não quero magoar-me nem magoar mais ninguém, mas não posso fazer nada para o prever, posso apenas dar pequenos e pensados passos. Só sei que me sinto bem. Não vou dizer que por vezes não me bate á porta uma certa saudade e nostalgia, que as lágrimas não querem sair cá para fora, ou que o sorriso não quer ir embora.. porque isso acontece. Mas sabem o que faço? Mando a saudade ir bater a outra porta! Engulo as lágrimas e faço um sorriso ainda maior. Aprendi que para superar, fingir não é a solução, mas sim acreditar fielmente que um dia, iremos conseguir. E sim, eu acredito, um dia vou conseguir!

07/11/2011

Um vazio aterrador tomou conta do meu coração


Hoje acordei e sorri. Sem razão aparente, acho eu, mas sorri. Quando me olhei no espelho é que reparei. O meu sorriso..oh, o meu sorriso! Tão vazio, tão.. perdido. Eu já não sei se sei quem sou. Sinto que só sabia amar-te! Eu estive quase um ano parada no meio do meu caminho. Coisas e pessoas à minha volta este tempo todo. Chegaram e partiram, e permaneceram, magoaram e fizeram-me rir.. e eu a ver tudo isto sem fazer nada. Deixei o tempo passar por mim ali parada no caminho, sem tomar nenhum rumo. Tudo à minha volta mudou e eu agora não reconheço nada disto. Estou num sítio estranho, que nunca vi. Apenas tem algumas semelhanças com pessoas e sentimentos do meu passado. Muitos deles são apenas cantos escuros do meu coração, mas mesmo assim cada um deles me traz uma memória feliz. E por isso sorrio. Um sorriso vazio, de novo. Sinto-me perdida, tão perdida! Desencontrada e sozinha, e.. frustrada, desinquieta, confusa! Perdi a minha razão, já não sei sobre o que escrever, não sei como ocupar a minha mente, e.. não sei. Sinto-me triste! Todo este tempo não fiz nada sem ser amar-te e sofrer por ti, e agora não sei como reagir à minha decisão de te arrancar do meu coração, do meu pensamento. Parece que constituías uma parte importante de mim, mais do que eu pensava. Aprendi a viver sem ti, a viver apenas com aquilo que sentia e com as esperanças cegas que tive e tantas vezes me fizeram chorar. Mas agora vejo que esquecer é tão difícil como iludir-me. Porque agora não tenho qualquer sentimento ao qual me agarrar, estou vazia e perdida. Tão perdida que já não sei como nem onde me encontrar.

03/11/2011

**não se assustem por ser enorme**

Novo Rumo


A chuva caía forte há já algum tempo. Conseguia ouvi-la a cair nos vidros da varanda e apesar de ainda ser cedo, levantei-me, puxei a manta que estava na cama e enrolei-me a ela. Devagar e aos apalpões atravessei o quarto e abri o estore. Era exactamente aquilo que eu esperava ver. O céu escuro e a chuva a cair brutamente no chão e a fazer pequenas pocinhas na rua.
Vesti-me, preparei-me e saí de casa. O cheiro a chuva, a molhado.. as folhas caídas pelo chão e o som do chapinhar que fazia a cada passo que dava. Fechei os olhos por uns segundos, respirei fundo e recuei no tempo. Sem qualquer intenção, quando abri os olhos estava de novo numa daquelas tardes.
*
Abrigada da chuva ali naquele cantinho, que mais tarde apelidámos de “o mesmo sítio de sempre”, mas a vê-la cair fortemente a poucos metros de mim. Ao longe, a tua figura em tons de azul começava a aparecer. Há medida que os segundos passavam, a tua imagem ia ficando cada vez menos desfocada até que se tornou bem clara e definida. Estavas mesmo á minha frente. Mesmo á minha frente e a usar esse sorriso acanhado e feliz que durante tanto tempo tinha ansiado ver. Levantei-me para te cumprimentar, o normal, mas quando estava a chegar á tua bochecha viraste a cara e o mais docemente possível os teus lábios tocaram os meus.
O vento começou a soprar mais forte e o meu cabelo esvoaçava em todas as direcções. Em poucos segundos o trabalho de alguns minutos que tive para o arranjar minimamente para ir ter contigo foi estragado mas tão pouco me importei. Discretamente tentei pô-lo no lugar mas tu estavas de olho em mim. Sim, tu com esses olhos castanhos grandes e brilhantes estavas ali mesmo ao meu lado, a ver todos os meus movimentos, o meu pestanejar, a minha respiração a acelerar e, muito provavelmente, conseguias também ouvir o meu coração a bater cada vez mais depressa. As minhas mãos começaram a tremer bastante após esse pensamento. Para além de frias, gélidas, agora estavam também trémulas.
Consegui ver o meu reflexo num vidro diante de nós. Óptimo! Tinha o nariz inchado e vermelho graças ao frio. Tinha ficado ainda mais envergonhada mas, quando olhei para ti pelo canto do meu olho, vi que estavas exactamente igual. Pelos vistos não era a única afectada pelo frio.
Sentámos-nos e num tom de desabafo disse que tinha frio. Automaticamente chegaste-te mais perto de mim e bem devagar e envergonhadamente puseste o teu braço á minha volta. Senti a tua mão tocar-me com um toque suave e delicado mas por dentro estava num turbilhão inexplicável! Esbocei um sorriso e sentei-me mais perto de ti. Tentei manter a calma por fora e acho que me saí muito bem nessa tarefa, melhor do que em manter a calma dentro do meu coração e da minha cabeça. Mil coisas me passavam pelo coração, tinha tanto para dizer, tanto para contar! Mas a minha mente estava simplesmente bloqueada, as minhas cordas vocais tinham congelado não com o frio mas com o teu beijo e qualquer movimento que quisesse fazer, o teu toque tinha-me impedido. Nunca tinha ficado tão bloqueada, nunca ninguém me tinha feito o que tu fizeste com um sorriso, um beijo, um gesto. Mas talvez seja por isso que dizem que “um gesto vale mais que mil palavras”. Foi isso mesmo que me fez acreditar que tudo aquilo era real. O teu sorriso de felicidade parecia o mais puro possível, o teu beijo parecia uma corrente eléctrica a passar por todas as extremidades do meu corpo e o teu braço á minha volta, apesar de não ser a primeira vez, transmitiu-me a segurança e protecção que estava a precisar. Após os minutos de embaraço começámos a falar. Começámos e nunca mais parámos. Umas duas horas depois ainda estávamos ali, no nosso sítio, a falar. Não sabes como soube bem no meio de uma conversa banal, muito naturalmente dizeres “(…) porque eu gosto mesmo muito de ti (…)”. Senti-me bem. Senti-me amada, importante e única.
A chuva começou a cair ainda mais forte, despedimo-nos mas eu esperava (em todas essas tardes chuvosas de Novembro) que um dia voltasses atrás, me levasses para a chuva e me desses o beijo que me tinhas prometido, mas nunca o fizeste e eu também não me importei muito. Ter-te ali comigo, só para mim durante aquelas horas era tão bom. Eras meu, só meu! Sentia-me tão bem, tão protegida e feliz. Sim, posso dizer que foram os dias mais felizes. Essas tardes de tempestade em Novembro. Porque essa foi a altura em que eu e tu éramos um nós, e a chuva era a nossa canção de amor.
*
Mas.. lembrei-me! Era apenas mais uma manhã. Isto tinha sido apenas eu a recordar o passado. A recordar a altura em que não me sentia sozinha, carente, com saudade, nostalgia de algumas coisas, de alguns momentos, de palavras, de promessas, de ser feliz.. de ti. Eu amava-te, sabes? Eu era capaz de ir ao fim do mundo por ti, isso é o mais triste. Eu dava tudo por alguém que, pelos vistos, não daria nada por mim. Aliás, não deu nada por mim.
Meses depois acabaste com toda a felicidade que tinha. Pegaste no meu coração, mandaste-o ao chão e mesmo depois de partido ainda o espezinhaste. Quiseste começar do zero e mesmo sem compreender, apoiei a tua decisão. Fiquei á espera que fizesses o que disseste, recomeçar, mas esse recomeço nunca veio. Tu não voltaste. Nem tu nem os momentos, as palavras carinhosas, nada! Ficou tudo preso no passado, tal como eu. Passaram-se meses e eu tentei seguir em frente. Chorei, admito, chorei muito. Nunca me tinham magoado tanto ao ponto de fazer tudo o que fiz por sofrer por ti. Foi tudo muito rápido, talvez. Mas foi o suficiente para eu saber que tinhas tomado conta de mim, do meu sorriso e da minha felicidade. Suficiente para eu saber que eras tu quem eu amava e precisava apesar de tudo. Sim, porque mesmo depois de teres mentido em relação aos teus sentimentos, mesmo depois de me partires o coração e de me magoares como ninguém.. é irónico, porque era a ti que eu queria do meu lado para me consolar.
E por ti também magoei alguém. Como se já não bastasse sofrer uma vez, entendes? Ali estava eu, no chão da sala a chorar. Mas desta vez, por ter mesmo de magoar outra pessoa. Uma pessoa inocente, que não tinha nada a ver connosco mas que foi atirada para dentro deste drama, por mim. Porque pensava que tu já estavas onde devias estar, no passado. Ali estava eu, a sofrer. Não de novo, porque foi apenas uma continuação de algo que ficou ali guardado por um tempo, naquele cantinho do coração responsável por nada esquecer.
Porém, há uma altura em que já chega. E eu cheguei a essa altura, várias vezes. Mas agora é a valer! Porque percebi que mudei muito. E o mais triste é saber que mudei por ti. Logo por ti que não deste nada por mim nem por manter a nossa história. Eu comecei a fumar quase compulsivamente, até os meus melhores amigos olharem para mim com uma expressão de desilusão e tristeza e eu não ter tido coragem para nunca mais o fazer. Eu cortei-me várias vezes, até alguns desses mesmos amigos pegarem no meu braço, puxarem a camisola para cima, apontarem-me o pulso na cara e gritarem “isto? Foi nisto que te tornaste?”. Eu comecei a beber (muito.. muito..) mais do que o costume e por nenhuma razão em especial, até me dizerem que isso estava a começar a realmente afectar-me. Mas sabes o que é que me estava mesmo a afectar? O facto de ainda estar (demasiado) presa ao passado! Demasiado presa a ti e a memórias que não passarão disso: só e apenas memórias. Desisti de me castigar por algo que fizeste e acredita que foi o melhor que já fiz.
Agora chegou a altura de eu fazer a verdadeira escolha, aliás, já há algum tempo a fiz. Apenas a mantive guardada para mim mesma, para não agoirar. Porque foi, na verdade, uma escolha difícil. Quando tive de decidir entre aquilo que quero e aquilo que verdadeiramente mereço, fiquei dividida. Mas depois lembrei-me das promessas que ficaram por cumprir e entre ti e uma felicidade que há de chegar, eu prefiro lutar por essa futura felicidade, já que contigo, nunca mais serei feliz.
Amanhã é outro dia. É hora de começar tudo de novo. É hora de olhar para as pessoas e sorrir, não ter de fingir que estou bem, que estou feliz. É hora de deixar de chorar antes de dormir, de gritar por quem não me ouve, de mentir quando perguntam se estou bem. Chegou a hora de ser mais corajosa que nunca e deixar-te mesmo para trás. Eu vou conseguir!
Andei muito tempo a sentir o coração a queimar dentro do meu peito, a sentir os olhos afogados em lágrimas, a evitar olhares directos, a disfarçar mexendo no cabelo, a respirar tão fundo como se fosse a minha última porção de ar, a dar o meu melhor e maior sorriso, fingir que estou bem e que nada daquilo me mandou abaixo. Não é fácil, sabes? Isso é tentar enganar-me a mim mesma, é querer viver um sentimento, um estado de espírito que não é o meu! É querer fugir da (dura) realidade, só para não mostrar o quanto eu estou a sofrer. É desejar desaparecer, é querer esquecer o que está cravado no meu coração como uma tatuagem, é sofrer em silêncio! Não sabes como dói! Não sabes, nunca vais saber, nunca vais compreender!
Mas eu infelizmente, (sobre)vivi tudo isso e digo que para mim chega. Não dá mais para pôr um sorriso na cara e sair andando por aí. Não dá para esconder as lágrimas que querem sair. Não dá para guardar a tristeza para mim mesma, não posso fingir que nada aconteceu e simplesmente sorrir para agradar aos outros. Cansei-me disso! Cansei de correr atrás de quem não me liga nenhuma, cansei de me iludir com palavras, gestos ou pequenos momentos. Cansei!
Sei que no fundo do meu coração estarei sempre á tua espera. Serás aquela única pessoa que realmente vai ficar para sempre marcada no meu coração, por mais tempo que passe. Mas terei de aprender a viver com a tua ausência. E serei feliz. Vou deixar de pensar tanto em ti, de te ver em tudo o que digo, que faço, que vivo, que sonho.. acabou.
Eu digo sempre que não me vou importar e que “desta vez é a sério”, mas agora é diferente. Caso contrário não teria escrito tanto. Julgava que já tinha esgotado as minhas palavras a escrever para ti porque, afinal de contas, passou um ano! Vê bem.. um ano. Um ano em que ouvi canções românticas a pensar na mesma pessoa, um ano em que o meu amo-te verdadeiro era sempre dirigido à mesma pessoa, um ano da minha vida que eu desperdicei a pensar em alguém que não quer saber de mim para rigorosamente nada! Um ano.
Fazer o errado sempre foi o meu forte, mas desta vez eu sei que estou certa. Eu deixei-te fazer-me o que disse que não deixaria nunca ninguém fazer: mudar-me. Mas os meus sentimentos não. Eles não mudaram nem acabaram, nem nada que se pareça, porém o meu coração fez uma nova escolha: viver em vez de sobreviver.
Não quero afirmar nada que não seja verdade, por isso limito-me a informar-te da decisão que o meu coração tomou juntamente com a minha cabeça. Finalmente chegaram a um acordo e acabou mesmo. Não vou correr mais atrás de ti. Quem ama não desiste, não trai, não vai embora, não ignora. Simplesmente ama. Quem ama, não força um “eu amo-te”. Quem ama dá carinho e entende. Quem ama sabe e saberá pelo resto da vida que vai sentir esse sentimento, diminuindo ou aumentando, seja como for, ele não irá desaparecer.
Posto isto, digo com toda a certeza duas coisas: que nunca me amaste de verdade, caso contrário esse sentimento não tinha desaparecido tão depressa e não tinhas desistido de mim á primeira dificuldade. A segunda, é que te amo. Amo-te com todas as minhas forças e isso não mudou desde há um ano para cá, mas percebi que me acostumei a ser enxovalhada e desprezada e não estou mais para isso.
O tempo passou, eu mudei, os momentos acabaram, os meus sentimentos permaneceram junto com as lembranças e decisões foram tomadas. Decidi levar um novo rumo, esperando que este novo caminho me leve a algo que me faça feliz, não só por uns meses mas por muito tempo. Algo que me preencha e me faça dizer bem alto e com um enorme sorriso no rosto: “eu sou feliz”. Sabes? Como outrora tu fizeste.
Muitas pessoas dirigiram-se a mim várias vezes a dizer que estava diferente e que tinha mudado, muitas dessas pessoas sentem falta do meu antigo eu. Aquele eu verdadeiro. Alegre, divertida por natureza, sempre sorridente e animada. Aquele que destruíste. E fica sabendo que ao longo deste texto não deixei escapar nenhuma lágrima, acabo o texto sim, com umas lágrimas no cantinho do olho, mas não são de tristeza até porque ao lembrar tudo isto eu sorri. Porque encontrei em mim aquela menina alegre que falei umas linhas acima. Aquela que julgava ter desaparecido com o tempo.
Se eu aprendi a conviver com certas pessoas, aprendo muito bem a sobreviver sem ti. Porque tu foste embora da minha vida mesmo contra minha vontade por isso a única maneira de eu ficar bem, é expulsar-te do meu coração. Adeus. Para ti, um amo-te eterno e prometo encontrar-te por aí, nos meus sonhos mais verdadeiros e profundos. 
Beijo.

30/10/2011


Eu sei, ainda vai chegar o dia em que eu não vou precisar de fingir que estou bem.

p.s.: tive um bom fim-de-semana, um passei no Tejo, ida rápida a Espanha. foi o ideal para pensar.

28/10/2011


tenho andado estranhamente calma. está quase aí a chegar a altura em que, no ano passado, tu me fazias feliz. e por mais estranho que seja, não estou abalada pelas saudades ou nostalgia. estou simplesmente, calma. para ti isto pode ter sido algo muito simples. começou e acabou. mas para mim não foi. isto destruiu-me por dentro, destruiu-me completamente sem tu te aperceberes. e ultimamente, sem saber porquê, essa destruição tem-se tornado menor. olho para ti e relembro tudo, mas em vez de sentir as saudades a corroer-me, sinto-as a aquecerem o meu coração. tenho a plena noção de que o que sinto por ti ainda está cá dentro, mas agora está guardado, talvez. tenho alguém que luta por mim, tal como lutei por ti e não dou o valor que merece porque simplesmente não consigo cortar aquele fio que me liga a ti. é verdade que nestes dias, por mais tempo que passa sinto o fio a esticar a esticar a esticar.. acho que só estou á espera que estique mais um pouco e se parta. assim posso finalmente deixar o passado onde ele deve estar e seguir para a frente. não posso ficar sempre presa a ti, ás nossas memórias e há nossa história que, apesar de triste, me fez tão feliz há um ano atrás.

p.s.: meus amores, no fim-de-semana vou a Castelo Branco a uma festa, por isso só devo responder aos vossos comentários no domingo à noite ou na segunda-feira à tarde. beijinhos, love you*

27/10/2011


eu chorei muito por tua causa, sofri e desesperei. lutei pelo que hoje sei que é uma causa perdida, eu corri atrás de ti mas não adiantou de nada. hoje eu continuo a chorar por ti, por não te ter, mas estou orgulhosa de mim mesma, pois lutei e corri atrás daquilo que eu sempre desejei. e.. não ter conseguido é apenas um detalhe. um detalhe muito doloroso, mas que a certa altura já era óbvio. eu mudei como nunca pensaria que poderia mudar, mas hoje sou uma pessoa mais forte graças ao que passei contigo e por ti. não sei o que vai acontecer daqui para a frente. hoje estou bem, mas amanhã as saudades que tenho aqui guardadas podem sair de novo pelos meus olhos. mas independentemente do que aconteça, estou orgulhosa de mim.

26/10/2011

"se vocês estão a dar tudo a uma pessoa e ela não corresponde o que é que vão fazer? continuar??.. não!"


juro stor, consegue deixar-me sem palavras! esta frase (o título) foi dita pelo meu querido professor de filosofia hoje, na aula. deixou-me completamente desnorteada quando ouvi isto. apesar de estarmos a falar de qualquer coisa sobre o teste, ou crenças falsas, ou seria a radicalidade..?! bem, não sei, mas não estávamos de certeza a falar da minha vida amorosa. ainda assim, esta frase fez-me abrir os olhos. o que raio estou eu a fazer? voltámos ao tempo chuvoso e com isso, espero que a chuva leve os meus sentimentos. que o vento os varra dos meu coração e que traga coisas novas e boas. há um ano estava eu muito feliz, a ver a chuva cair e as árvores a abanarem com o vento enorme que estava, mas sem sentir o frio, ali naqueles braços tão quentinhos que me protegiam. naquele abraço forte e seguro que alguém tinha prometido que ia durar para sempre. chega. um ano nisto? um ano a amar alguém que nunca correspondeu? chega. já voltei atrás 956283976 vezes, mas não vou mais. chega.

24/10/2011

Procura-me antes que seja tarde demais.


Procura-me. Corre por todos os cantos do mundo. Estou a ir-me embora, não vês? Vem atrás de mim! Não me deixes ir! Estou a tentar fugir de ti e deste sentimento e tu estás a deixar. Estou a escapar-te por entre os dedos e tu nem te preocupas. Já esqueceste tudo o que vivemos, meu amor? Já? Nós fomos felizes, um dia. Lembras-te? Eu, tu, a chuva, o quentinho dos teus braços á minha volta. Lembras-te? Por favor, faz um esforço, lembra-te. Lembra-te de mim. De nós. Do nosso amor. Lembra-te! Lembra-te e procura-me. Não me deixes ir. Porque no dia em que eu sair pela porta, posso nunca mais entrar. No dia em que retirar o meu coração das tuas mãos e me puser a caminho de não-sei-onde, eu posso nunca mais voltar. Pode ser tarde demais. Por isso procura-me. Procura-me enquanto ainda estou pertinho de ti. Escondida, mas perto. Sempre perto! Porque, lá está, quem tem o meu coração és tu. E eu não poderia nunca partir sem um beijo de despedida, sem levar o meu coração comigo. Esquece. Esquece o que disse. Eu nunca poderia partir.. não. Mas não tem nada a ver com um beijo, nem com o meu coração. Porque o meu coração está onde tu estiveres e o desejo de um beijo teu permanece comigo onde quer que esteja. Eu não posso partir é sem ti. Mas se, um dia, tiver mesmo que ser, acredita que o faço. E sabes que mais? Talvez esse dia esteja para breve.

23/10/2011

O pior de tudo é que mesmo assim.. eu amo-te


Quantas? Quantas vezes nos disseram isto, aquilo e não sei mais quantas coisas bonitas? Mas será que alguma dessas coisas, era totalmente verdadeira, totalmente sentida? Quantas vezes disseste que eu era a mais linda, que eu era a mulher da tua vida?  Quantas foram as vezes que disseste que estarias comigo, acontecesse o que acontecesse? Ou quando dizias que me amavas mais que tudo? Isso era realmente o que sentias, ou era apenas o que achavas sentir? Pensava que podia contar contigo para tudo, fizeste-me crer que sim, mas agora que preciso de ti, não faço ideia onde estás. Desapareceste. Desvaneceste no meio de todos os sonhos que tínhamos e planos feitos. Quantas vezes disseste que só eu importava, viesse quem viesse? Foram tantas, e agora tornei-me completamente insignificante aos teus olhos, dizias que eu era tão importante para ti, mas durante este tempo dás a entender que me tornei completamente indiferente. Tornei-me apenas mais uma. Então e todas aquelas vezes que me sussuravas um amo-te ao ouvido e me agarravas derrepente e me davas um beijo? Onde foi parar isso? Onde foram parar as tardes a rir ou as conevrsas intermináveis? Aquele jeito envergonhado como falávamos e o brilho nos teus olhos quando me vias? Desapareceu, tal como tu. Ainda te lembras, pelo menos? Ou já apagaste as nossas lembranças do teu coração, tal como fizeste comigo? Tu partiste e levaste contigo a parte de mim que era feliz. Deixaste-me assolada pela tristeza, pela solidão e pela mágoa. Assim que percebeste que tinhas a (enorme) capacidade de me fazer sorrir, pegaste em todo esse poder e foste embora. E nunca mais voltaste. Mas.. queres saber o pior? O pior de tudo, é que mesmo assim, eu amo-te.

Cristiana Correia & Beatriz Pereira

22/10/2011

Está tudo a demoronar-se!

Aconteceu de novo. Estou a ser encarregue de tarefas que não me competem e custa. Sei que não sou criança, mas também não sou adulta. Só queria viver a minha adolescência como todos vocês. Mas é complicado quando chegamos a uma caixa e quando tiramos o cartão para pagar, o dinheiro não chega. Podia ter vergonha ou ficar embaraçada por dizer isto aqui tão abertamente, mas é a realidade do país em que vivemos. O orgulho que eu podia ter, há muito que já foi, por isso nada me custa a dizer. Levanto-me todos os dias para ir para escola enquanto que até bem tarde a minha mãe fica a trabalhar, e enquanto o meu pai anda por aí, a passear o fato e a gravata. Lamento imenso pai, mas perdi a fé em ti. Há já dois anos que andamos nesta corda bamba e não dá mais! A mãe está cansada, doente, farta e frustrada e isso afectou a nossa família. Sim, família! Aquela composta por uma mulher fantástica que fazia tudo por ti e por duas filhas que te admiravam imenso e que ansiavam que chegasses a casa para te contar qualquer coisa nova que tinham aprendido na escola. Aquela que tu, com as tuas falsas esperanças, ilusões e mentiras destruíste. Não percebes o quanto é difícil eu ter de fazer o meu trabalho e o teu. Neste momento sou o único apoio que a mãe tem para se manter de pé todos os dias. Não sabes o que custa chegar da escola e ter de limpar, fazer o jantar, passar a roupa e arrumar tudo (e ainda fazer os trabalhos de casa) para que quando a mãe chegue a casa depois de um enorme e cansativo dia de trabalho não tenha tanto com que se preocupar. Não entendes o que é levantar-me da cama a meio da noite para encostar a porta do quarto da minha irmã para ela não ouvir a mãe chorar e gritar contigo porque já não aguenta. Não sabes! Nem nunca vais saber! Ninguém sabe! Ninguém vai saber! Porque assim que saio de casa ponho a máscara da típica adolescente cujo único problema é um estúpido qualquer que não sente o mesmo por ela. E assim vivo. Mentindo, iludindo.. olha, aprendi contigo! Eu só queria que voltasse a ser como antes. Que nos ríssemos quando jantamos juntos, que saíssemos só os dois para ir ver o futebol, que fôssemos passear todos juntos ao domingo.. que fôssemos uma família. Mas tu não. Tu preferes iludir-te com empregos que não dão em nada, preferes passear-te por aí de fato armado eu doutor. Pois bem, digo-te já: desisto! Para mim, eu e tu, acabou. Esperei dois anos para que as coisas mudassem, mas vais de mal a pior. Tu e a mãe bem fingem, escondem, mas eu não sou criança. A Mafalda sim, ainda é pequena para entender certas coisas e eu faço de tudo para encobrir os teus erros para ela. Sim, porque ela ainda acredita em ti. Ela ainda espera que chegues a casa e conta-te coisinhas do dia dela. Não estragues isso. Podes fazer o que quiseres, mas não a faças perder a fé em ti como eu perdi.

É em momentos assim que os nossos amigos nos valem. Mas não a mim. Porque a pessoa que nunca me deixou, já o fez. Estive sempre lá eu. Para as cenas banais do "ele foi falar com outra" ou "ele chateou-se" mas quando eu estou com problema sério, por uma coisinha de nada, acabou. Por alguém que não se importa. Por uma conversa mal acabada. E eu, cá fico, sozinha como sempre. A aguentar tudo como se fosse de ferro. Mas vai haver o dia em que vêm ter comigo e eu não respondo mais. Porque eu estou a precisar de um abraço forte e ninguém mo dá. Durante toda a vossa história estive do teu lado, mas sabes que nunca apoiei isso. Mas como tua amiga, fiquei do teu lado. Mostrei-te que ele não te merecia várias vezes mas nunca acreditaste em mim. Abandonaste-me. Tudo bem, já me habituei a isto. Escolhes sempre mal e eu mostro-te sempre o melhor caminho. Tu vais na mesma pelo lado errado, magoas-te e depois vens ter comigo a dizer que eu estava certa. Enquanto que, pelo meio, acontecem coisas na minha vida das quais tu não sabes. Digo-te só isto: e se, um dia, quando voltares, eu já não estiver lá?

A vida é difícil para todos. Eu não sou excepção. Por isso, se pensam que o meu único problema é um rapaz que não gosta de mim, desenganem-se. A minha vida é muito mais complicada do que vocês imaginam.

20/10/2011

Eu conheço os meus limites.. ultrapassei-os!


Fechei os olhos e respirei fundo. Engoli as lágrimas. Tentei esconder a tristeza. Fechei os olhos e respirei fundo. Engoli as lágrimas. Tentei esconder a tristeza. Fechei os olhos e resp.. passei praticamente todo o dia nisto. Não aconteceu nada, eu simplesmente estava nostálgica, tinha-me batido uma forte crise de saudades e não estava para ninguém. Aguentei-me enquanto pude de manhã, mas à tarde acabou-se-me a paciência. Desisti do sorriso falso e as lágrimas quiseram sair. Só tu tens este efeito em mim. És, honestamente, a única pessoa que transforma o meu sorriso (apesar de agora, falso) em lágrimas com um piscar de olhos. És o único que me faz desesperar em frente a todos com um estalar de dedos. Não entendo porquê, ou talvez entenda. É o amor. Ou, neste caso, a falta dele. Oh, sabes uma coisa? Hoje saí da aula de Inglês a meio.. reparaste? Não sei se reparaste, mas queria dizer-te que foi por culpa tua. A nostalgia e saudade que falei mais acima eram dos nossos momentos, de poder dizer que eras meu e que eu era só tua..era de tudo aquilo que ao longo dos últimos meses aqui falei. Não quero ser fria ou injusta ao culpar-te assim, mas a verdade é que tu és o culpado. Sem "paninhos quentes", esta é a verdade. Não me perguntes porque é que ao fim de tantos meses ainda não te esqueci, porque nem eu mesma sei. Parece que de cada vez que estou a conseguir, volto à estaca zero. E isso frustra-me. Foi por isso que hoje saí da sala daquela maneira tão.. drástica, escandalosa, o que lhe quiseres chamar. Tentei fazer com que toda a dor que sinto cá dentro saísse com as lágrimas que estavam prestes a cair no meu rosto, os gritos sufocados que dei contra o braço na casa de banho, e a dor que assolava o meu coração naquele momento. Mas tu nunca saberás o que isso é. Talvez não me vejas chorar, mas isto dói. Muito. Talvez eu não te diga mais, mas eu continuo a sentir. Talvez eu não mostre mais, mas eu ainda me importo. E vou continuar a importar. Porque por mais que tente esquecer-te eu não consigo. Há mil motivos para eu te esquecer, mas há um e apenas um para eu não o fazer e é sempre esse que fala mais alto. E de cada vez que olho para ti lembro-me disso. Foi por isso que hoje quebrei. Diz-me, porque é que com tantas razões para te esquecer, eu continuo a pensar em ti? Fizeste-me mais feliz que nunca. Sim, e depois? Fizeste-me mais infeliz que nunca! Qual é a lógica? No dia em que entender esta coisa que nos fode a cabeça, chamada amor, pago um almoço a toda a gente. Até lá continuo a sorrir para esconder a verdade, a acenar e dizer que estou bem, a sofrer por alguém que não me liga nenhuma, a viver mentindo para não preocupar os outros. Espero que ninguém perceba que estou a mentir. Porque isto ainda é o começo. Mas é horrível esta sensação de ter de me aguentar para não demonstrar todo o amor que sinto por ti. Foi tudo muito rápido, eu sei. Mas foi o suficiente, suficiente para eu saber que tomaste conta de mim, suficiente para eu saber que é a ti que eu amo, suficiente para eu saber que é de ti e só de ti que eu preciso. Devia ter aproveitado enquanto durou. Devia ter-te beijado mais, devia ter-te dado a mão, devia ter-te abraçado mais vezes, devia ter dito que te amava muito mais (se isso é possível) e que me fazias muito feliz.. Já nem sei o que digo. Tenho a página do blog aberta há horas. Vou escrevendo o que me passa no coração. Tenho a plena noção de que o texto está confuso e estúpido. Mas chegou a hora de publicar um texto que me retrate mesmo perfeitamente: confusa e estúpida.

p.s.: eu sei que isto está mesmo muito confuso, peço imensa desculpa, mas a paciência para escrever um texto de jeito hoje, não é nenhuma :x beijinhos*

19/10/2011

sem justificações


hoje o stor de filosofia disse para experimentar-mos não nos justificar durante 24 horas e comecei logo a pensar em mil coisas que adorava dizer sem ter de me justificar, uma delas é: eu ainda te amo.
durante meses justifiquei o porquê de te amar mesmo depois de todo o mal que me fizeste. mesmo depois de me mentires, traíres a minha confiança, depois de te afastares de mim e de teres desistido de nós. podia dizer que gosto de ti porque adoro o teu sorriso, as tuas virtudes e porque aprendi a amar os teus defeitos. também podia dizer que apesar de tudo, não esqueci nem uma vírgula da nossa história e que ainda tenho aquela maldita esperança dentro de mim. mas não precisava de todas essas justificações. todos os amo-te que que te disse foram reais, puros, sinceros e totalmente sentidos. acho que chegou a nem ser suficiente! mas agora tu apagaste tudo isso, todos os nossos pequenos momentinhos, as nossas conversas, as nossas juras de amor e os nossos planos para o futuro. dissemos todas aquelas coisas pirosas e fatelas que as pessoas dizem sem terem noção quando estão apaixonadas. mas, oh! tu não estavas apaixonado, esqueci-me desse pormenor. sendo assim, és piroso e fatela. mas eu continuo a nutrir o mesmo sentimento por ti. aquele que fazia o meu coração bater há um ano, que iluminava o meu rosto, que fazia os meus olhinhos brilharem e que me punha um sorriso de orelha a orelha na cara. fizeste-me mesmo muito feliz e são esses momentos que eu recordo, entre lágrimas. hoje, vou limitar-me a escrever aquilo que guardo cá dentro todos os dias quando te vejo: eu amo-te, sem perguntas, sem porquês, sem razão. amo-te e pronto.

18/10/2011

oiioi, lembras-te de mim? um dia disseste que me amavas


p.s.: o blogger não me está a deixar fazer comentários, não sei porquê, vou responder aos que conseguir. aos outros, lamento imenso, respondo assim que o blogger mo permitir. beijinhos*