20/04/2011

felicidade incontrolável

será que algum dia a promessa que me fizeste vai ser cumprida ?
o vento fazia os meus cabelos esvoaçar, a chuva caía mas não me molhava, o frio era cada vez mais mas eu não o sentia; tinha as mãos trémulas, estava paralisada, as cordas vocais estavam congeladas e da boca nada me saía. tinha um sorriso envergonhado nos lábios e um desejo enorme de ti. mas para mim, tudo isto era perfeito: eu, tu e a chuva. sem impedimentos ou distracções. à medida que o vento soprava cada vez mais forte, mais perto de ti eu queria estar. o frio não parava de aumentar e eu continuava a não o sentir, o calor do teu corpo irradiava uma corrente para o meu e um simples toque fez-me ferver. os teus lábios nos meus curaram todas as feridas, sararam todas as cicatrizes, apagaram todo o meu passado. só existíamos nós e tudo o que dali poderia vir. por uns segundos senti uma felicidade plena, pura, incontrolável. por pouco que tenha durado, foi muito, demasiado, até. não sou ingénua ou inocente ao ponto de pensar que por isso íamos casar e viver felizes para sempre.. não, eu deixei de acreditar nessas histórias de contos de fadas há muito tempo. pensei apenas que podias ser diferente, uma excepção, e enganei-me. fiz-te perder tempo ? desculpa, mas eu agarro todas as hipóteses por mais pequenas que sejam de ser feliz e não me arrependo de nada. naquele dia sim, eu posso dizer que me fizeste feliz. obrigada por isso. por todos os dias em que me levantei com um sorriso nos lábios por tua causa e todos os dias que me fizeste feliz, todas noites de conversas e os pequenos momentos.
ah, e desculpa pelo tempo  que te fiz perder. 
have fun, amo-te